




Não se pode negar a contribuição histórica do PMDB, herdeiro do MDB que abrigou toda a oposição brasileira contra o regime Militar, pessoas do cunho de Pedro Simon, Márcio Moreira Alves, Mário Covas e Ulisses Guimarães merecem toda a nossa lembrança, mas desde a morte deste último, as coisas no partido não andam muito boas.
Primeiro foi o inchaço de Coronéis do Nordeste, o que não falar de Mão Santa, José Sarney, Jader Barbalho... e tem os sulistas também. Mas também a coisa definhou com as constantes brigas e divisões internas, o PMDB tornou-se filial do Governo, nunca teve um projeto de Brasil, sempre foi coadjuvante de todos os governos desde a Redemocratização.
Mas o caso desta semana foi ainda mais feio. Odílio Babinotti, um deputado do chamado “baixo-clero”, aqueles sem expressão na Casa e que vivem de emendas ao Orçamento, o maior produtor de sementes de Soja do Brasil foi indicado para o Ministério da Agricultura, talvez o mais importante da atualidade, devido a nossa dependência aos produtos agro-exportadores, e logo surgiram denúncias contra o mesmo.
O problema não é estar ou não respondendo a processo, até porque ninguém pode ser considerado culpado até que se prove o contrário, mas já que o PMDB fez um lista de indicações, deveria triar melhor os nomes, assim como o Governo deveria fazer o mesmo na hora da escolha. Mas neste fim de semana, fomos surpreendidos com a desistência de Balbinotti em ocupar o Ministério. Ficou pior. Pareceu assinar um atestado de culpa. Ele conseguiu em menos de uma semana ir do Céu (paz) ao Inferno e agora talvez esteja no Purgatório. Seus correligionários é que não devem ter gostado muito da exposição nacional negativa que sofreu o Deputado, é isso que dá querer dar o passo maior que a perna. Balbinotti foi um dos campeões de voto aqui no Paraná, mas esta situação pode ter manchado a sua reputação.




