

Quase trinta de dias de ocupação no prédio da reitoria da USP pelos estudantes. Parece que quando pensávamos que o Movimento Estudantil havia morrido, eis que ele ressurge.
Mas não é qualquer movimento, mas sim com uma roupagem diferente, pelo menos este da USP. Nada de figurões partidários, nada de UNE ou mesmo DCE. Os próprios alunos que participam do movimento dizem que não sabem exatamente como agir, mas apenas que são contrários a este decreto do governador José Serra, ex-presidente nacional da UNE. É meus caros, o mundo dá voltas...
Outro diferencial destes alunos é sua face “careta”. Nada de drogas, sexo e muito pouco rock´n roll. A comida é pouca e socializada, mas ninguém reclama. E o plano para impedir a desocupação pela PM? Não existe plano, apenas não resistir e entregar flores de papel crepom na cor rosa-choque aos policiais.
A causa é justa, afinal, o decreto de José Serra fere a autonomia da Universidade Pública, então, estamos nós aqui torcendo pelo movimento dos estudantes, mas a grande vitória eles já conseguiram, ascender novamente a luz do Movimento Estudantil.




O Brasil passa por um momento histórico. É a primeira vez que se discute um modelo de TV pública para o país. Os ministros Gilberto Gil e Franklin Martins estão empenhados em levar esta questão à diante.
Na maioria dos países do mundo, os primeiros canais de televisão foram Públicos, isto é, financiados pelo estado mas geridos por um conselho que representa os diversos setores da sociedade, mas no Brasil aconteceu justamente o contrário, desde a inauguração da TV Tupi nos anos 1950.
Agora o Governo Federal está empunhando a bandeira da TV Pública e tentando expandir os canais comunitários, estatais, parlamentares e judiciários, afinal de contas, o compromisso destes veículos de comunicação não é com a audiência, mas sim a qualidade dos programas, além de ser um belo celeiro de experiências que a TV privada não permite.
O problema é que grupos não interessados neste debate estão taxando esta iniciativa de “populismo”, “estatismo” e pasmem, até mesmo de “censura”, afinal de contas, podem perder audiência e conseqüentemente o lucro. Somente com canais Públicos é que teremos finalmente atingidos os objetivos do art.221 da Constituição Federal, porque com os canais privados está complicado.
Para concluir, como deve ser o conteúdo deste canal público? Deve ser apenas, normal, mas com alguns diferenciais: com esportes amadores, filmes nacionais, documentários, programas de entrevistas, auditórios, jornalísticos, debates, infantis e etc, mas com um diferencial importante, o cumprimento do art. 221 da CF. Mas Carlito Maia é brilhante em seu comentário que é mais ou menos assim: “A Tv Pública não deve ser a TV que o povo quer, mas sim a TV que o povo AINDA não sabe que quer!”

