
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação

Em sua empreitada “santa” pelo mundo, supostamente para levar a democracia e a civilização à todos os povos, os estadunidenses não poupas esforços, muito menos vidas e muito dinheiro.
Desde a invasão ao Iraque, sendo dados publicados no jornal Folha de S. Paulo (março de 2007), já foram mais de 66 mil mortos civis, e pouco mais de 3 mil militares e chegamos ao exagerado número de quase 10 mil carros bomba!
E quanto tem custado tudo isso? O governo estadunidense admite ter gasto a bagatela de mais de US$ 290 bilhões, mas ONGs independentes dizem que na realidade o valor chegaria a mais de US$ 409 bilhões. Dinheiro gasto para matar pessoas, destruir um país inteiro, e pelo visto sem a mínima possibilidade de paz futura, enquanto milhares de pessoas passam fome pelo mundo a fora, mas como diria Renato Russo: “uma guerra sempre avança a tecnologia/ mesmo sendo guerra santa, quente morna ou fria/ pra exportar comida/ se as armas dão mais lucro na exportação...”

Quem não viu a maior festa GLS do Mundo pela TV, que deixou na capital paulista cerca de 135 milhões de reais, perdeu um dos maiores momentos de interação, liberdade e respeito ao próximo que a Avenida Paulista já viu.
3,5 milhões de pessoas, dos quais, cerca de 1 milhão de heterossexuais, brincando, divertindo-se, confraternizando a liberdade e o direito das minorias que querem ser apenas respeitados. O Carnaval, que julgamos ser a maior festa popular brasileira é na verdade segregacionista (veja-se os cordões de Salvador), mas na parada Gay brinca todo mundo, jovens, adultos, Homo e Heteros, até mesmo crianças divertiam-se.
Aproveito a oportunidade para dar os parabéns ao quadro “Profissão Repórter” do Fantástico, que mostrou experiências fabulosas de Homossexuais. O casal de lésbicas que teve direito à escritura conjunta da terra onde vivem em um Assentamento do MST, e o casal de cabeleireiros que adotou 4 crianças, e dão a elas a vida que nunca poderiam ter.
São momentos como estes que me deixam ainda mais a certeza de que, ao contrário do que muitos pensam e tentam bordar, os Homossexuais são pessoas como eu e você, humanas, com coração, trabalhadoras, que querem apenas viver e serem felizes com a opção sexual que mais lhes agrada, aliás, se todo mundo fosse igual, pensasse igual e agisse igual, o mundo tão teria graça, por isso, viva a diferença e o respeito mútuo!
A Operação Navalha, que desmontou um enorme esquema de superfaturamento em obras públicas, envolvendo diversos figurões da política do nordeste, de diversos partidos, a oposição não fez esforço para abertura de CPI, até mesmo o falastrão Arthur Virgílio disse que uma CPI não era necessária e que a PF estava agindo bem no caso. Óbvio, uma CPI desta respingaria na maioria do congresso, ainda mais quando sabemos que as empreiteiras são quem mais financiam as campanhas.
Já na Operação Cheque Mate que prendeu mais um bando de lobistas de máquinas de bingo o discurso principalmente da Oposição mudou, afinal, temos o irmão do Presidente da República envolvido, ganhando um dinheirinho pela fama, e pelas escutas telefônicas divulgadas, sem nenhuma ligação com Lula.
Como diria o general De Gaule, mas há quem diga que não foi ele e sim um assessor: “Este país não é sério!” e muito menos o seu Congresso. Até porque, CPI é apenas palanque político.
Apesar da charge de Chico Caruso, que faz falta ao programa Roda Viva de TV Cultura e que agora está ganhando um pouco mais no Fantástico, ter feito uma piadinha até certo ponto bem humorada sobre esta frase que o Presidente Lula repete aos quatro ventos, tenho que me render e dizer que concordo plenamente com nosso presidente.
Nunca na história deste país a Polícia Federal fez tantas operações e prendeu tantos “peixes graúdos” como neste Governo. Se a Justiça solta é outra coisa, o que o povo e a mídia não pode reclamar é da atuação da PF, ligada ao Ministério da Justiça, logo, ao Governo Federal. São Deputados, Empreiteiros, Bicheiros, Juristas e até familiares do Presidente da República.
Quando comparamos os resultados destas operações, com aquelas realizadas no Governo do Doutor Fernando Henrique Cardoso/PSDB, aquele grande sociólogo que quando chegou a presidência disse para nós esquecermos o que ele havia escrito, a diferença é estrondosa. Enquanto antes os podres eram empurrados para baixo do tapete, o Governo Lula/PT não vem encontrando grandes dificuldades em deixar a Polícia Federal atuar com independência.

Futebol não é o tema principal deste Blog, e para a alegria de uns e tristeza de outros, este texto não será sobre Futebol, mas sim sobre a forma injusta e manipuladora com que a Rede Globo de Televisão tratou nesta última semana o pedido de dispensa de Kaká da Copa América.
Desde que a nota de Kaká foi enviada à CBF, a Globo está desesperada por saber que o melhor jogar de futebol do Mundo na atualidade não vai participar da Copa América. Mas esta “indignação” não é porque a Globo é por demais patriótica e quer a presença do nosso craque na competição, muito pelo contrário, o que justifica as acusações feitas por Galvão Bueno nos amistosos da Seleção é o fato de que a Globo possui os direitos de transmissão da competição, e está desesperada sim é com os índices de audiência.
Faço coro ao comentário de Juarez Suares, que um dia eu julguei mais sério do que hoje, mas que de vez em quando ainda fala algumas verdades. Na Copa de 1998 a Globo fez uma feroz campanha contra o corte de Romário; nas olimpíadas Luxemburgo suportou as pressões para levar o baixinho; até na Copa de 2002 a “toda poderosa” fez campanha pela convocação de Romário, mas Felipão suportou.
É um absurdo a Rede Globo utilizar uma concessão pública e fazer um editorial antes do pífio jogo entre Brasil e Turquia, para atacar a figura de Kaká, fazendo com que toda a responsabilidade de um possível fracasso na competição recaia sobre seus ombros. Logo Kaká, um exemplo de bom moço e de bom brasileiro, que tem direito às suas férias como todo trabalhador. Nota ZERO para a Rede Globo, nota ZERO para Galvão Bueno, e nota ZERO também para o comentarista Falcão que teve de engolir tamanha barbárie calado.
