




À alguns dias atrás, fui mais uma vez obrigado a ouvir uma frase preconceituosa de um direitista que se nega como tal. Um colega, que trabalha em uma Cooperativa de Crédito da cidade, comentou que no outro dia iria trabalhar bastante, porque era dia de pagamento dos aposentados, logo, ou colega que trabalha no mesmo local saiu-me com a frase: “Prepara o nariz, porque os velhinhos fedem!”. Talvez a frase não tenha sido exatamente esta, mas o sentido foi este. A expressão acima foi logo rechaçada/condenada por boa parte dos ouvintes. Prefiro acreditar que tenha sido uma opinião isolada e que não faz parte do treinamento de referida instituição. Como diria Cazuza: “A Burguesia fede e não liga para a dor da vendera de chicletes”.
“O direitista não se reconhece como tal. Embora seja facilmente identificável, ele se considera centrista, alardeado que a virtude está no meio, aproveitando-se de uma tirada aristotélica. Seus atos e convicções, porém, são inocultáveis. Ele tem certeza de que jamais existirá – nem ele aceitaria – a distribuição da riqueza entre os homens, por mais que ela tenha resultado do trabalho de todos. Se tiver de optar entre a construção de um presídio e de uma escola, ele escolherá a primeira proposta, porque acredita piamente que os desvios de conduta são originados do DNA da pessoa e não do meio em que foi obrigado a viver. Ele acha que o povo é burro, que a maioria é incompetente e por isso não “subiu” na vida. Que o povo tem cheiro! Direitos humanos, justiça social, distribuição de renda são balelas, conversa mole dessa raça que se nega a entender que o socialismo está morto, as ideologias estão mortas.” (Editorial da Edição especial (Dez/2005) “A Direita Brasileira” da Revista Caros Amigos)

O companheiro Márcio Pimenta, convidado pelo também parceiro Catatau, escreveu sobre cinco leituras “presentes” e “próximas” e ao final de seu post, me convidou para fazer o mesmo.
Minha literatura atual é basicamente voltada para o ramo da história, o que não quer dizer que devam ser lidos apenas por historiadores, muito pelo contrário, todos os livros de História são fundamentais para a formação de um bom cidadão crítico. Outrossim, já comentei neste Blog sobre alguns livros e por isso tentarei não ser repetitivo e apresentar umas leituras variadas.
01- “Raízes do Brasil” – Sérgio Buarque de Hollanda: Ele mesmo, o pai do Chico Buarque. Quer saber um pouco mais sobre o “jeitinho brasileiro”? ou como prefere nosso autor, o “Homem Cordial”. Leitura obrigatória para entendermos o atual estágio da sociedade brasileira, que deve ser acompanhado e contraposto aos outros clássicos da grande tríade: “Formação do Brasil Contemporâneo” de Caio Prado Júnior, e “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freyre.
02- Crime e Castigo – Dostoievski: Sem maiores comentários sobre este que é um dos maiores clássicos da literatura mundial. São quinhentas páginas de um romance que lhe prendem a atenção e o transportam para dentro do texto e da vida de Raskolnikov.
03- O Mundo de Sofia – Jostein Gaarder: Os mais críticos podem dizer que este é um livro para iniciantes/crianças, pois bem, é justamente por isso que o livro é bom. Com um enredo bem amarrado, e um final instigante, o autor nos apresenta os grandes fundamentos básicos do pensamento filosófico desde a Grécia Antiga até os nossos dias, aliás, o mundo é de Sofia Amundsen, Hilde Knag ou Seu/Meu?
04- A Invasão Cultural Norte-Americana – Júlia Falivene Alves: Aos burgueses de plantão que sempre lêem e comentam neste Blog, muita calma nesta hora. O livro é parte da “coleção polêmica”, não pretende ser científico, o que não deixa de trazer cientificidades sobre com os estadunidenses implantam sua visível política da boa vizinhança no continente latino, em especial no Brasil. Vale a pena a leitura.
05- Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto: Tinha que colocar na lista um clássico da literatura brasileira, poderia escolher algum de Machado, ou mesmo O Cortiço, ou O Seminarista, ou O Ateneu e etc, mas Policarpo Quaresma é instigante ao extremo e merece a nossa referência.
Agora convido os colegas Prof. Vanessa, Prof. Vanderlei, Omar, Thaisa e Júlio Moraes para fazerem o mesmo.
