
Entre uma “novidade” e outra do “caso Isabella”, os meios de comunicação nos informam, ou deformam, acerca da crise política que vem ocorrendo na Bolívia. No domingo haverá um plebiscito no país, onde a Província de Santa Cruz reivindica autonomia perante o Governo Central.
Tal Província é a mais rica da Bolívia. É lá que estão as grandes reservas de gás natural e as grandes fazendas de soja. A autonomia busca fazer com que o dinheiro gerado pelos impostos da Província de Santa Cruz sejam gerenciados pelos próprios e não pelo Governo Central. Segundo informações do Governo de Evo Morales, tais recursos são fundamentais para amenizar a fome da população descendente de indígenas que vivem a Oeste do país, mais precisamente em La Paz e suas adjacências.
Seria como se o Sul do Brasil e o estado de São Paulo, mais industrializados e desenvolvidos economicamente entrassem em conflito contra o Governo Federal para fazer com que os impostos aqui gerados não fossem redistribuídos para o restante da nação. A vitória do SIM na Bolívia estará rasgando o “pacto federalista”.
Mas refletir discutir o porquê desta revolta da Província de Santa Cruz. È simples meu caro leitor, a democracia é defendida apenas quando o governo está nas mãos de uns poucos, quando o povo elege o seu representante, no caso da Bolívia um índio e sindicalista cocaleiro, a democracia e a federação precisam ser revistas. Afinal, o governo da maioria é apenas discurso, pois quando tenta ser colocado em prática suscita atitudes como esta, as ditaduras militares capitalistas, o fascismo, o nazismo e etc...
Mais informações em:
http://www.todosconbolivia.org/
Obs: o tema pedia um post urgente, logo retorno com os outros dois textos sobre "EUA, hegemonia e resistência".
É a direita fascista em ação. Pode ser o início de um golpe de estado ou o caminho da guerra civil. A OEA tirou a responsabilidade da reta, apenas disse que é ilegal mas não se fez contra o ato.
By Vanderlei Amboni, at 4/5/08 11:16 AM
Tem mais é que separar mesmo. Santa Cruz estará melhor sozinha do que tendo sua riqueza expropriada pelos bolivaro-cocaleiros.
By Sr. Burguês, at 4/5/08 5:26 PM
Acho que a democracia pode ser exercida em qualquer regime.
O único problema de Evo, foi criar a ditadura "do pobre pode tudo".
A questão da divisão de impostos e de arrecadação com as áreas mais pobres não é o problema. O que acontece por lá, é que o governo de Evo tomou atitudes que estagnaram e levaram "pro vinagre" as poucas atividades econômicas que prosperavam na Bolívia.
A instabilidade criada por ele e a conseqüente fuga de ivestimentos, lançou a Bolívia num caos econômico jamais visto.
Ao invés de conclamar seu povo para uma retomada da economia, Evo preferiu o discurso fácil do "complô político".
O plebiscito foi praticamente provocado por ele, ao impedir a participação da oposição na votação da constituição e aprová-la de forma anti-ética e ilegal. Passando por cima de todos os artigos legais.
Assisti a entrevistas com bolivianos "comuns" e percebi claramente que a própria população pobre "excetuando os correligionários do MAS" está contra ele.
Se suas intervenções tivessem sido bem feitas, teria sido ótimo. Contudo sua política desastrada e capitaneada por Chávez só trouxe a Bolívia para mais perto da miséria.
Chávez que jurou ajuda eterna, o abandonou a própria sorte percebendo que seu plano de criar uma "sucursal venezuelana" não iria dar em nada.
O que me dá mais certeza disso, é o governo boliviano contratar mercenários cubanos e venezuelanos para intimidar os votantes. Por que ao invés disso, ele não conclamou seu povo e mostrou por meio de campanhas de esclarecimento, que sua posição e sua condução do governo está dando certo e fazendo justiça social?
Muito simples, porque não há o que mostrar. sua política foi um desastre e a Bolívia hoje está a beira de um colapso social.
Isso é democracia do povo? Para mim, isso é apenas um ditadorzinho de m* tentando manter-se no poder. Mesmo que para isso, afunde toda a sua nação.
By Arthurius Maximus, at 4/5/08 8:23 PM